quinta-feira, 1 de abril de 2010

Garotinha em Chamas

Linda menininha, de cabelo escorrido e olhos castanhos
Dentes brancos e perfeitos, um belo sorriso
Franja caida sobre testa, roupinhas cor-de-rosa.
O que realmente ela viu?
Pelo que um dia já passou ou passará?
Aquela maravilhosa risada, que me faz ouvir passaros cantando
Enquando seu meigos olhos viram em um formato meia lua adorável.
Me faz querer ajuda-la, todas a vezes que a vi chorar
Sosinha, sempre sosinha.
Um dia ela vai se lembrar? Irá ela entender o que realmente se passou no seu passado confuso?
Todos os seus brinquedos, tão preciosos
Consumidos pelo fogo, ardente chama de possivel traição e abandono
Chama criada só para pedir sua atenção
Chama que destriu suas roupas e sua cama quente
As cenas turvas da fulga e da fumaça. Sua mamãe gritando pedindo para segui-la
Sempre com a mamãe, sempre.
A garotinha entende hoje, o que aquilo realmente significava?
Onde estava papai? Não queria deixa-lo.
A chama ia destrui-lo também!
A menina visitou tante gente aquele dia, os homens grandes de vermelhor vivo nas roupas.
Os com roupas azuis, um azul escuro e um tanto assustador, com as grandes armas a punho.
Pra que eles precisariam daqui-lo. Papai ainda estava nas chamas
Irá um dia entender? Pobre criança inocente
Enganada, porém protegida.
Onde estava sua plantinha? Aquela que conversas-te tantas tardes solitárias garotinha?
Ou sua Gêmea invisivel aos olhos dos grandes? A Gabriella.
Como eis de esquece-la? Bela e querida, que um dia a deixas-te também.
As musicas também, nunca a deixavam sosinha, sempre a fazendo pensar
Pensar por que dizer coisas assim do mundo? Que é tão belo e verde como o meus lindo quital?
Ou bem era, até as chamas o pegarem também.
Eu vejo que ela sente falta, da mais bela planta de todas
Ela não tinha flores, nem mesmo cores bonitas
Mais a dor dela estava mais que linda, aquele verde escuro, mais escuro que esmeralda
Ela gostava do contrate do céu nublado quando chovia, com o belo verde
Gostava de ver a agua caindo por sua folha lisa e macia
gosatava de rega-la, e vela crescer
E como crescia! Todo dia um pouco mais, quanto maior, mais bela.
Crescia como a garotinha
Que agora esta grande, e entende tudo o que se passou
Só não sabe por que com ela
Só não entende o que fez para merece-lo
Mais ela ainda à de entender
À de suportar mais o que vier
Pois a garotinha cresceu, e vai continhar crescendo cada dia um pouco mais
Como sua platinha, já morta pelas chamas
Morta como sua familia, separada eternamente pelas chamas.

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