segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bipolaridade sentimental

Na vida desisti de sonhar
Não vendo saídas
Que não vale a pena tentar
E me prevenindo futuras iras

Ao mesmo tempo tentando
Talvez seja verdadeiro
Que ainda me deixa pensando
Um amor lindo, puro e passageiro

E a controvérsia do que um dia pode ser
Ou do coração a se quebrar
Sem nada entender
Só que não posso confiar

Traições são comuns
Para mim principalmente
Não foram alguns
A mesma mentira, continuamente

Um verdadeiro amor
Que nunca poderia ser encontrado
Que na verdade era
Desejo sujo e dissimulado

Uma amizade eterna
Um dia grande aliança
Virou ódio e raiva
Por falta de confiança

Amor de pai
Que o mundo acredita
Depois de um tempo
Virou fome parasita

Amor incondicional de mãe
Que todos confiam também
Depois de um abandono
Virou desdém

A lista é grande
Impossível de replicar
Mais a ideia foi passada:
Eu te quero, mas não posso confiar!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sonho Angelical

Grandes olhos escuros, corpo quente. Com o olhar tão afetuoso que me fez até achar que ele estava confundindo-me. Uma luz brilhava ao fundo, branca e brilhante. O calor era forte demais, e eu não sabia se emanava dele ou da luz. Avia grandes asas contornando a figura alta e robusta. Um sorriso se espalhou por seu rosto, e senti meu semblante o espelhava, não sabia por que, eu nem o conhecia, mais precisava alcançá-lo de qualquer modo, como se minha vida dependesse disso. Meus passos eram lentos, não conseguia ir mais rápido, apreciando cada segundo da visão de seus olhos atentos e amorosos sobre os meus, como se eu não pudesse viver mais um dia sem encará-los. Esticou seu longo braço em minha direção, não mexendo mas nada como se não pudesse passar daquela linha, e fosse restrito por uma barreira invisível, que me separava do paraíso e felicidade eterna. Estiquei meu dedo o maximo, mais ainda existia uma distancia, que parecia infinita, mais que na verdade eram apenas poucos centímetros. Enfim nossos dedos estavam quase se tocando, e senti meu coração encher-se de alegria, que eu não sabia nem de onde vinha, e nem por que eu necessitava tocar o homem que me dava tanta segurança com nunca antes havia sentido, sem nem mesmo tendo certeza, nunca tinha visto-o antes. Era inexplicável a ternura e convicção de que se chegasse a ele, que passasse pela barreira invisível seria o paraíso, onde eu deveria estar, onde eu encontraria a felicidade, a razão de toda a minha vida, da vida humana. Eu saberia tudo. Eu teria eternidade pela frente, cheia de alegria e contentamento. E foi então que meu mundo desabou o homem desapareceu, o céu escureceu, e eu não via mais o paraíso e a eternidade. Foi ai que acordei.

Duas faces do fim.

Como uma nuvem negra, redemoinho emoções, lutando umas com as outras, em uma grande guerra, destruindo a mente de qualquer pensamente são. Corroendo como uma praga, qualquer amor e ternura existentes no coração, só deixando um buraco, um vazio, só. A insegurança e indecisão, sempre impostas à força a frente, frágil e vulnerável. Impotente. Sentindo a loucura crescendo, tomando sua mente e incapacitando pensamentos racionais, a fúria toma conta e nuvem fica negra e tudo se desmonta. Lágrimas nos olhos. Transparecer o sofrimento é ultima coisa que quer mostrar, fraqueza e morbidez... Fazemos de tudo então uma grande piada. Mas é difícil lidar ainda, ninguém compreende só quem tem. Duas faces, uma sorridente, passado sombrio escondido, sobre controle sobre sua marcara. Outra morta, corroída pela raiva e mágoa, morrendo a cada dia, denegrindo o lado limpo, em sua miséria e destruição iminente. Ele vencerá terminando completamente do desolador e oco poço de escuridão e doença, morrerá sozinho e frio, com nojo de si mesmo esperando a morte com satisfação, e como libertação. O fim, enfim.