Era noite, a lua estava grande e perfeitamente redonda.
Olhei o lindo rosto a minha frente, Queixo quadrado, olhos verdes esmeralda, me encarando com ardente desejo, nariz reto e grossas sobrancelhas escuras. Alto, devia ter uns
Colei meu corpo ao seu tremendo falsamente.
- A noite está fria. Disse eu, mentindo claro, eu não sentia frio á séculos.
Ele fez menção de tirar o paletó, levantei a mão para impedi-lo.
- Não é preciso, você está quente o suficiente. Disse, deixando minhas palavras se tornarem eróticas com o duplo sentido. Ouvi seu batimento cardíaco aumentar e sua corrente sanguínea correr mais rápido o fazendo ficar impossivelmente ainda mais quente contra meu corpo frio.
O olhei, em seus olhos esmeralda, e vi seu rosto se nublar de desejo primitivo, eu sabia o que ele estava vendo. Uma mulher baixa, pequena, com olhos pálidos azuis quase prateados, longos cabelos ruivos ondulados e suaves, caindo até a cintura, emoldurando sensualmente o rosto pálido, perolado e gelado.
Ele se envergou, aproximando nossos rostos, diminuindo a distancia de nossos corpos, lentamente sem desviar o olhar do meu. Com os lábios quase roçando nos meus ele abaixou olhar para minha boca. Um sorriso brincou nos meus lábios, olhei sua expressão ansiosa uma ultima vez e passei para seus lábios cheios, que eram incrivelmente saborosos. O beijei lento e profundamente, o ouvi gemer e reprimi um sorriso. Humanos são fracos demais. Repousei minha duas mãos em seu peito musculoso e subi até seus ombros suavemente. Ele estremeceu e me apertou mais contra si. Subi um pouco mais até seu pescoço, sentindo a sua pulsação, cada vez mais rápida. Eu podia ouvir o som molhado da sua corrente sanguínea, quase irresistível demais. Interrompi o beijo e o puxei para baixo para encontrar meus lábios do seu pescoço quente. Ele não fez objeções e desceu suas mãos até minha cintura e o começo de meu quadril. Inalei o odor doce e inebriante do seu sangue, rosei os lábios levemente, senti as presas saírem como um instinto automático, e as afundei na veia mais visível.
O sangue saiu rápido e incrivelmente quente e doce, passando pela minha boca em um sabor inacreditavelmente delicioso e sensual. O ouvi gemer de prazer enquanto continuava sugando sua vida para mim. Não demorou muito até ele perder a consciência, senti seu corpo ceder e cair contra mim, não que seu peso posse um problema, o sustentei tranquilamente. Senti o sangue ficar mais grosso e vi que estava no fim, o final sempre era menos agradável. O deixei cair no chão, e sai recarregada para a noite fria e escura mais uma vez.
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